4 documentários sobre celebridades de sucesso que podem te fazer refletir sobre tudo

Dá série, adeus balada, olá Netflix: Beyoncé, Jennifer Lopez, Lady Gaga e Whitney Houston

Os documentários então em alta (principalmente por nós “Homens de 30”) e o Netflix tem em seu catálogo quatro opções muito interessantes sobre celebridades da música, que podem trazer grandes mudanças para o como você enxerga muitos pontos de sua vida, independente de sua posição social, profissão e planos.

Os 04 projetos narram de formas diferentes o como essas celebridades, algumas com mais excentrismos que outras, lidam com a pressão, o sucesso e as relações com público, equipe, imprensa e liderança. Contados de formas diferentes, cada documentário destaca um ponto em particular de suas estrelas, Jennifer Lopez, por exemplo, mostra que nunca é tarde para dar um primeiro passo e no auge de seu single “Dance Again”, já aos 40 e poucos anos, decidiu embarcar com filhos na sua primeira turnê mundial. O de Beyoncé produzido pela BBC, mostra o ser humano por traz da grande diva, o de Lady Gaga mostra que o conflito que existe entre arte, mercado e sucesso. Para o de Whitney, esse deixo você buscar cada uma das centenas de pontos de destaque.

Minha sugestão fica para você iniciar a maratona na ordem que listarmos, assim o contexto emocional fica mais evidente e a percepção das lições que podemos absorver para a vida, ficam maiores.

01. Jennifer Lopez: Dance Again

É muito curioso ver uma das maiores celebridades do mundo, enfrentar sua primeira turnê global após o término do seu casamento. Reconstruir sua carreira aos 40 e lidar com as pressões de liderança. Os pontos fortes do documentário estão na dedicação de Jennifer, que chegou a realizar um show debaixo de um temporal, por respeito aos fãs. O doc ainda relata sua frágil relação com sua mãe – que é uma personagem maravilhosa na edição. A cantora ainda traz uma das decisões mais importantes tomadas no auge do sucesso, que foi não renovar com o American Idol, na época substituída por Mariah Carey. Mas o ponto mais importante e que a edição friza com destaque, é o último show de Jennifer, realizado em Porto Rico, onde recebeu para um dueto seu ex marido Marc Anthony, na ocasião a mídia ainda especulava sobre os motivos sobre o fim do relacionamento.

02. Lady Gaga – Five Foot Two

Esse documentário é muito controverso. Por hora, Lady Gaga se mostra uma verdadeira louca com decisões e atitudes excêntricas mas, por outras, vem a mensagem sobre o quanto o artista pode ser vendido para o público como um ser sem sentimentos, um produto. O documentário explora a produção existente por traz do álbum Joanne e a preparação para o show realizado no Super Bowl. É curioso ver a luta de Gaga por manter sua saúde, por traz de compromissos profissionais; enquanto o mundo vazava seu CD, a estrela fazia um delicado tratamento para dores no quadril. Também é interessante analisar a luta de Gaga por imprimir uma verdade em seu álbum, a busca com um sentido ao disco e a relação desse projeto com a mídia. O perfeccionismo que chama a atenção e a forma moderna como Gaga leva suas reuniões de projetos, chegando a realizar conversas de top less na piscina, enquanto discute projetos importantes para sua imagem.

03. Beyoncé – Life Is But a Dream

Esse sem dúvidas é o documentário responsável por humanizar o mito “Beyoncé”. Através de uma entrevista a cantora vai abordando os últimos acontecimentos de sua carreira, é possível notar o perfeccionismo extremo da diva americana com cada detalhe. Sua dedicação a cada projeto, que trouxe um preço alto: a perca de um bebê. O doc traz uma Beyoncé sentimental, extremamente frágil e que nos faz perceber o quanto é importante colocar perfeccionismo em cada passo. Cercada pelos melhores profissionais do mundo, a cantora é líder de suas criações e chega ser chocante ver Beyoncé dizer: “Não gostei, eu pedi uma coisa e vocês me entregaram outra”, em uma das cenas. “Parece que basta eu me ausentar e entregar as coisas para outras pessoas, que as coisas desandam”, continua a artista. O documentário é muito forte, muito verdadeiro e nos faz refletir sobre o quanto entregamos à algo para cobrar um retorno disso.

04. Witney Houston – Can I Be Me

O mais triste entre os documentários, mas com certeza, a maior das lições. A história é tanta, que o documentário tem 1 horas e 40 minutos de duração e diferente dos outros, percorre toda história de Whitney Houston, um dos maiores mitos da música americana. O documentário mostra a ascensão da estrela, a luta contra o preconceito, a luta contra a rejeição da comunidade negra nos Estados Unidos, o auge do seu sucesso e, claro, sua decadência. É desesperador ver o talento da cantora ser deixado de lado, por influencias e “amigos”, que levaram Whitney para o lado obscuro da vida, a relação com as drogas, que vinha desde a adolescência e a polêmica relação com seu ex marido. O documentário traz a forte amizade entre Whitney e Robyn Crawford, sua produtora, relação que chegou a ser confundida com relacionamento amoroso e que foi abafada pela mídia. Festas, drogas e muito sucesso, é quase impossível, não pirar com tantas coisas, mas o mais triste é presenciar a decadência, dando vontade de entrar na TV e dizer: “Hey Whitney, faz isso não”. Sem dúvidas é uma lição de vida e a maior das lições está em duas frases do filme. Ao ser perguntada qual seu maior monstro, ela chora e responde: “Eu mesma”, a entrevista é encerrada por Whitney. Já no final, Bobby Brown (seu ex-marido) diz: Se Robyn Crawford (sua ex-produtora) ainda estivesse do lado de Whitney, ela ainda estaria viva. (Robyn abandonou a cantora por não aceitar o rumo em que a vida e a carreira da cantora estava tomando).